Você já percebeu como uma criança muda completamente quando está com fome? Ou quando come algo muito doce? De repente, ela fica irritada, dispersa ou, ao contrário, hiperativa. Isso não é coincidência, é neurociência. O cérebro infantil responde rapidamente ao que a criança come, porque ele também tem suas próprias “fomes”: fome de energia, de nutrientes, de equilíbrio.

E é por isso que, quando falamos de alimentação infantil, não estamos falando apenas de saúde física. Estamos falando de aprendizagem, memória, atenção, comportamento e desenvolvimento emocional. Estamos falando do combustível que esse cérebro em formação precisa para se desenvolver de forma saudável.

A grande questão é: as escolas estão preparadas para participar dessa construção?

O que a neurociência revela sobre a alimentação

A neurociência tem sido clara: alimentação e cérebro caminham lado a lado.

Durante a infância, principalmente nos primeiros anos, o cérebro cresce em uma velocidade impressionante. É justamente nesse período que ele cria conexões, aprende padrões, desenvolve habilidades cognitivas e sociais que acompanharão a criança por toda a vida.

E para tudo isso acontecer, ele precisa de alguns elementos essenciais:

  • Glicose de qualidade: para manter a atenção e o raciocínio.
     

  • Ácidos graxos essenciais (como ômega-3): fundamentais para a formação de neurônios.
     

  • Vitaminas do complexo B: participam diretamente da memória.
     

  • Minerais como ferro e zinco: impactam foco, energia e comportamento.
     

Quando esses nutrientes faltam, o cérebro sente.
Quando sobram açúcares e ultraprocessados, ele também sente.

Não é exagero dizer que a alimentação pode impulsionar ou prejudicar o desenvolvimento cognitivo de uma criança.

O problema: hábitos alimentares que atrapalham o aprender

Se olharmos para a realidade das escolas brasileiras, encontramos desafios que vão além da merenda:

  • Crianças que chegam sem tomar café da manhã.
     

  • Lanches carregados de biscoitos recheados, salgadinhos e bebidas açucaradas.
     

  • Baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.
     

  • Quase nenhum contato com a origem dos alimentos.
     

Agora, conecte isso ao comportamento escolar:
falta de atenção, irritabilidade, cansaço excessivo, dificuldade de memorização, impulsividade… muitas vezes são reflexos diretos da alimentação.

E o mais grave: ninguém ensina essas crianças a se alimentarem bem. Crescem aprendendo matemática, português, ciências, mas não aprendem a se relacionar com o próprio corpo e com o que colocam dentro dele.

Como a escola pode ignorar algo que afeta tão profundamente a aprendizagem?

O papel da escola: educar para dentro e para fora

A escola é o ambiente mais rico para ensinar a criança a se alimentar de forma consciente.
E não estamos falando de aulas teóricas sobre nutrientes, crianças aprendem vivendo, experimentando, tocando, sentindo.

Por isso, práticas pedagógicas que unem neurociência e alimentação não apenas fazem sentido: são urgentes.

Alguns exemplos de abordagens eficazes:

  • atividades sensoriais com alimentos;
     

  • vivências sobre cores, texturas e sabores;
     

  • projetos contínuos sobre grupos alimentares;
     

  • exploração lúdica da origem dos alimentos;
     

  • participação ativa da criança na construção do conhecimento.
     

Quando a alimentação entra de forma didática e prazerosa na rotina escolar, vemos efeitos reais:
mais foco, mais autonomia, mais consciência, mais saúde, e uma aprendizagem muito mais fluida.

Como o Programa Educar & Nutrir aplica neurociência na prática

Na Educar e Nutrir, acreditamos que educar o paladar é também educar o cérebro.

Por isso, nosso programa para crianças de 2 a 6 anos foi construído com base em três pilares fundamentais para o desenvolvimento cognitivo:

1. Sequência pedagógica estruturada

Assim como o cérebro aprende em camadas, o programa avança progressivamente:
Infantil 2 → reconhecimento e contato afetivo;
Infantil 3 → origem dos alimentos;
Infantil 4 → classificação e função;
Infantil 5 → autonomia e tomada de decisão.

2. Experiências sensoriais que estimulam o cérebro

A neurociência afirma: quanto mais sentidos envolvidos, mais memória é fixada.
Por isso, nossos materiais incluem:

  • Horta de Brincar
     

  • Teatro de Palitoches
     

  • Quadro dos Alimentos
     

  • Atividades de experimentação
     

Esses recursos transformam a nutrição em uma experiência memorável e significativa.

3. Educação integrada e alinhada à BNCC

A criança não aprende nutrição isolada, ela aprende linguagem, ciências, matemática, socioemocional por meio da alimentação.

O programa entrega isso de forma estruturada, sem sobrecarregar o professor e com planos de aula completos.

Conclusão: o cérebro se alimenta e a escola também o nutre

Se queremos crianças mais concentradas, mais criativas, mais calmas e mais preparadas para aprender… precisamos olhar para o que está no prato delas.

A neurociência já mostrou.
A educação confirma.
E a escola tem o poder de transformar.

O Programa Educar e Nutrir nasce justamente para isso: tornar a alimentação uma ferramenta pedagógica poderosa, afetiva e eficaz.

Quer saber como levar essa abordagem para a sua escola? Clique no link da bio e agende uma apresentação.

Porque quando a gente nutre o cérebro, a gente nutre a vida inteira.